terça-feira, 24 de novembro de 2009

Para quem não sabe:

(1) este foi o poster criado por Shepard (vulgo Obey Giant) para defender o casamento entre pessoas do mesmo sexo;

(2) mas quer saber mais do artista: AQUI.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

MONÓLOGO COM A VAGINA


Uma gaja linda, charmosa, très chic, sai de um bar com uma buba do tamanho do Universo e arredores. Deambula, qual passerelle aos «S», na direcção do seu BMW – novíssimo – e, com a chave, tenta dar uma de MacGyver e abrir a porta do popó, mas o seu estado de embriaguez é tal que não consegue. Não consegue à primeira, nem à segunda, nem à não-sei-quantas, mas não desiste. Gaja que é gaja é teimosa até dizer chega. Baixa-se um pouco para ficar com a fechadura bem em frente de seu delicado narizinho mas torce o seu pézinho calçadinho com umas Carmen Stephens e estatela-se no chão ao lado da porta. De pernas abertas, assim é que é.

Desesperada com a humilhante situação, olha para baixo e repara que veio sem lingerie. É então que começa a falar com a sua própria vagina: Gaja... tu pagaste-me este carro... tu pagaste-me as jóias... tu dás-me tanta guita para eu gastar... gaja, tu até me permites escolher os gajos que me apetecer... tu até me pagaste a casa que comprei... gaja tu...

De repente, começa a urinar-se e diz: ... também não é preciso chorar gaja, eu não estou zangada contigo!!!!


O seu a seu dono:

(1) Obrigado Irene. Com alterações mas aqui está.

(2) Imagem by:

http://www.cofe.ru/apple/gallery/data/media/8/vagina.JPG

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Curso de masturbação causa polémica


Não se assustem os puritanos de serviço porque não estamos a falar de Portugal. A polémica não é com estes puritanos, é com os do lado. Afinal, para grande pena nossa, consumidores de naftalina não há só neste país...

Onde é então? Espanha! Espanha? Siiiiimmm, Espanha.

A notícia é da Visão e começa assim « "O prazer está nas tuas mãos" é o mote do programa lançado pelas secretarias da Educação e da Juventude da Extremadura e incluiu workshops que pretendem acabar com os mitos sobre a masturbação.» Yeap, ainda há muito boa gentinha que acredita no inacreditável acerca da masturbação além de que, como sabemos, a masturbação não é um acto sexual, é pecado. Sim, porque, como sabemos, o pipi e a pipi só deixam de poder fazer unicamente pipi quando for com a mais séria intenção de o pipi na pipi vir a gerar um outro pipi ou uma outra pipi.

Ou seja, «ajudar os adolescentes a encarar a sexualidade de forma natural» não é crível para alguns papás e educadores exactamente porque isso não é natural. Para esses papás e educadores, ‘bater uma’ ou ‘brincar com o grelinho’ foi algo que nunca fizeram. Claro, dizem eles e nós acreditamos. Eu, que até sou danado para a brincadeira, acredito. Quer dizer, agora estou a falar na brincadeira de brincadeira mesmo apesar de também gostar da outra brincadeira! Ah poizé, vocês não gostam querem lá ver????!!

Se o problema em relação ao curso já é o curso em si, acresce o facto de o mesmo contemplar «também técnicas de masturbação e uso de objetos eróticos» para além do facto de que das «aulas fazem parte matérias sobre anatomia e fisiologia sexual masculina e feminina». Cruzes, credo, lá pensaram os detractores das pívias alheias. Eles que nem batem uma (dizem eles) defrontam-se com a novidade de haver técnicas para a coisa. Ah poizé...

Sejamos francos e muito honestos: os jovens dos 14 aos 17 anos (o grupo-alvo do curso) não fazem nada disso, não se masturbam. Não. Claro que não, só fodem mesmo, mas masturbar jamais!!! Yeap, leram bem, quem é o retardado mental e em nome de que anormalidade pensa que um jovem não vive a sua sexualidade??? Vive-a, mas com pais e educadores destes inicia-se mal e, bem pior que tudo isso, completamente desprotegido porque a vive a medo (é pecado!) e desinformado. Pecado meus caros e minhas caras, é os pais serem avestruzes e enfiarem a merda dos cornos na areia fingindo que acreditam que a santidade mora lá em casa.

Neste caso, «O Pecado mora ao Lado» (perdoa-me Marilyn este trocadilho), Espanha, e os pecadores têm nome: Associação de Pais Católicos da Extremadura. Se fosse aqui, uiiii... aqui d’El Rey, a barraca vinha abaixo.

Sabem que vos digo? Batam uma, libertem-se (LoL). Fazer mal, só mesmo esse azedume e recalcamento. Não se permitem viver e depois querem castrar os outros. Tipo, não fodem nem saem de cima.

Cruzes, credo, canhoto. Dasse!

Imagem by:

terça-feira, 17 de novembro de 2009

CAPUCHINHO VERMELHO...

... na versão «Acordo Ortográfico de 2058»

Tázaver uma dama com um gorro vermelho? Yah, essa cena! A pita foi obrigada pela kota dela a ir à toca da velha levar umas cenas, pq a velha tava a bater mal, tázaver? E então disse-lhe:
- Ouve, nem te passes! Népia dessa cena de ires pelo refundido das árvores, que salta-te um meco marado dos cornos para a frente e depois tenho a bófia à cola!
Pá, a pita enfia a carapuça e vai na descontra pela estrada, mas a toca da velha era bué longe, e a pita cagou na cena da kota dela e enfiou-se pelo bosque. Népia de mitra, na boa e tal, curtindo o som do iPod...
É então que, ouve lá, salta um baita dog marado, todo chinado e bué ugly mêmo, que vira-se pa ela e grita:
- Yoo, tá td? Dd tc?
- Tásse... do gueto ali! E tu... tásse? - Disse a pita
- Yah! E atão, q se faz?
- Seca, man! Vou levar o pacote à velha que mora ao fundo da track, que tá kuma moka do camano!
- Marado, marado!... Bute ripar uma até lá?
- Epá, má onda, tázaver? A minha cota não curte dessas cenas e põe-me de pildra se me cata...
- Dasse, a cota não tá aqui, dama! Bute ripar até à casa da tua velha, até te dou avanço, só naquela da curtição. Sem guita ao barulho nem nada.
- Yah prontes, na boa. Vais levar um baile katéte passas!!!

E lá riparam. Só que o dog enfiou-se por um short no meio do mato e chegou à toca da velha na maior, com bué avanço, tázaver? Manda um toque na porta, a velha "quem é e o camano" e ele "ah e tal, e não sei quê, que eu sou a pita do gorro vermelho, e na na na...". A velha abre a porta e PIMBA, o dog papa-a toda... Mas mesmo, abre a bocarra e o camano e até chuchou os dedos...

O mano chega, vai ao móvel da velha, saca uma shirt assim mêmo à velha que a meca tinha lá, mete uns glasses na tromba e enfia-se no VL... o gajo tava bué abichanado mêmo, mas a larica era muita e a pita era à maneira, tázaver?

A pita chega, e tal, e malha na porta da velha.
- Basa aí cá pa dentro! - Grita o dog.
- Yo velhita, tásse?
- Tásse e tal, cuma moca do camâno... mas na boa...
- Toma esta cena, pa mamares-te toda aí...
- Bacano, pa ver se trato esta cena.
- Pá, mica uma cena: pa ké esses baita olhos, man?
- Pá, pa micar melhor a cena, tázaver?
- Yah, yah... E os abanos, bué da bigs, pa ke é?
- Pá, pa poder controlar melhor a cena à volta, tázaver?
- Yah, bacano... e essa cremalheira toda janada e bué big? Pa que é a cena?
- É PA CHINAR ESSE CORPO TODO!!! GRRRRRRRR!!!!

E o dog manda-se à pita, naquela mêmo de a engolir, né? Só que a pita dá-lhe à brava na capoeira e saca um back-kick mesmo directo aos tomates do man e basa porta fora! Vai pela rua aos berros e tal, o dog vem atrás e dá-lhe um ganda-baite, pimba, mêmo nas nalgas, e quando vai pa engolir a gaja aparece um meco daqueles que corta as cenas cum serrote, saca de machado e afinfa-lhe mêmo nos cornos. O dog kinou logo ali, o mano china a belly do dog e saca de lá a velha toda cheia da nhanha. Ina man, e a malta a gregoriar-se toda!!!
E prontes, já tá...


O seu a seu dono:
(1) esta delícia de nouvelle histoire chegou-me via email. Não sei quem a escreveu, apenas que vinha no mesmo a referência «ASSELAM KHAN» . Fica aqui a declaração de intenções.

(2) imagem:

http://4.bp.blogspot.com/_FK5QjE4gwZc/Sonz4mJ2KxI/AAAAAAAAC5Q/DM1fPEGJoh4/s400/lobo+mal.jpg

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Portugal e os consumidores de naftalina


Os hipócritas de serviço, os «velhos do Restelo» de sempre, estão em alvoroço e o motivo de tanto alarme é nada mais do que – pasme-se! – o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Ou seja, mais concretamente, da intenção do governo legislar sobre essa matéria ainda antes do Natal. Portanto para que a mesma seja discutida e aprovada (ou não) no Parlamento.

Se pensarmos que Bento XVI já fez anunciar a sua deslocação a Fátima no próximo ano e sabendo o que ele pensa já desde os tempos em que era cardeal - «o casamento é sagrado, enquanto os actos homossexuais vão contra a lei natural moral» - percebe-se a agitação nas hostes dos pseudo-moralistas, daqueles que se acham o exemplo máximo de todo e qualquer cidadão, pelo que se tem assistido a um autêntico ‘fartar vilanagem’ em termos de adjectivação da ‘coisa’: ele é aberração como se cada um de nós fosse um especimen a ser apresentado como cabeça de cartaz num qualquer circo, ele é brincadeira ideológica como se cada um andasse a brincar com a sua vida e os seus sentimentos, ele é um chorrilho de disparates tais que me recuso reproduzir porque, a esses cidadãos ‘exemplares’ (!!), não lhes reconheço qualquer autoridade para falarem sobre quem quer que seja.

Podia dizer muita coisa, ironizar de forma cáustica com esses signores e signoras, mas prefiro sugerir-vos a leitura das palavras de Isabel Moreira, no Jugular, num artigo denominado A regra da democracia representativa e a fraude ao acto eleitoral. Para pensarem.



segunda-feira, 9 de novembro de 2009

20 anos já...



sexta-feira, 6 de novembro de 2009

A vida numa cozinha...



Ontem estrou no Teatro São Luiz, em Lisboa, a peça «O que se leva desta vida». Dois cozinheiros, sócios, com visões distintas da arte culinária a espelhar diferentes personalidades e visões de vida. São cerca de 75 minutos a um ritmo alucinante, afinal aquilo que se espera que seja a cozinha de um restaurante que espera ainda a sua primeira estrela.

A coisa é mais ou menos assim:

Quando se faz o caralho de uma entrada está-se a fazer só a entrada da refeição? Foda-se, claro que não! A entrada é de quê? Vegetal? Qual é a história do vegetal, que sol apanhou, que regas teve? Ou isso não interessa para nada e o que interessa é que o vegetal tenha o sabor que se espera que aquele vegetal tenha? Vegetal do campo ou de laboratório? Estão a ver o caralho do cerne da coisa, estão?

Mas há mais. Depois da entrada lá vem o caralho do prato principal. Note-se que «caralho não é ingrediente». E se com a entrada as coisas não são fáceis o que se dizer do prato? Aqui a coisa até dá direito a crise existencial e percebe-se bem o porquê. Não percebe? Foda-se, c’um caralho, se o prato for carne e quem está para comer for vegetariano? Se a carne for de porco e quem está para comer for judeu? É ou não é d’um caralho este caralho de situação?

E se com tudo isto um gajo já está passado dos cornos, o que dizer ainda da sobremesa? Ah poizé bebés, a coisa acaba com a sobremesa. Às vezes com uma sobre a mesa mas enfim, isso são outros quinhentos. Aqui a coisa não melhora. É gelado? A quantos graus? Textura? ...

O pior desta treta toda não vos passa pela moleirinha, de certeza. Digam-me lá: a comida é para quê? Elementar meus caros, «a comida é para cagar». Ah poizé, essa é que é essa. Foda-se.

Resumindo e concluindo, baralhando e voltando a dar: vão ver o caralho da peça (em cena até 22 de Novembro apenas). Foda-se, garanto que não se vão arrepender!

Da peça:

Texto Gonçalo Waddington, João Canijo e Tiago Rodrigues

Encenação e Interpretação Gonçalo Waddington e Tiago Rodrigues

Dramaturgia João Canijo